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sábado, 20 de fevereiro de 2021

A vereadora Fanny das Manas
(PT) se mostrou contrária a instalação de uma Escola Cívico-Militar aqui em Garanhuns. É que de acordo com o Ministro
do Turismo, Gilson Machado, o Município havia sido incluído no Programa
Nacional das Escolas Cívico-Militares, uma ação do Governo Bolsonaro, através
do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa. A
solicitação havia partido do vereador garanhuense Thiago Paes (DEM). Já o Prefeito
Sivaldo Albino (PSB) e a secretária de Educação, Wilza Vitorino, teriam aderido
ao Programa (saiba mais clicando AQUI).


Para a Vereadora, o modelo educacional retira a autonomia e a
liberdade dos profissionais da educação. “Esse sistema de ensino ameaça
muitos  dos princípios previstos constitucionalmente, pois
caracteriza o avanço do autoritarismo sobre  a educação, buscando a
imposição de uma padronização estética e moral através
da  militarização”, registrou Fanny, que complementou: “é sabido que
agentes militares não têm o preparo necessário para lidar com situações
no  ambiente pedagógico. Existem relatos de estudantes que contam
suas experiências  traumáticas ao estudar em escolas com esse modelo
de ensino, como por exemplo a violência  e o uso de armas dentro da
escola com a intenção de coagi-los e contê-los”, complementou a Petista em nota distribuída a Imprensa local. 

Ainda segundo Fanny, que exerce um mandato coletivo juntamente com Fernanda Limão e Marília Ferro,
o programa
Nacional das Escolas
Cívico-Militares
“caracteriza-se ainda como uma forma de desvio
de  recursos destinados constitucionalmente ao Ministério da Educação
para o Ministério da Defesa, remunerando a base aliada do presidente Jair
Bolsonaro através da contratação de  militares de reserva para
exercerem determinadas funções dentro das escolas”, pontuou a Parlamentar
Garanhuense. Apesar da sinalização do Ministro, a
inda não há informações
de quando a Escola Cívico-Militar se tornará realidade aqui em Garanhuns. Clique AQUI e confira a posição da 
vereadora Fanny das Manas, publicada originalmente no Blog do Roberto Almeida, na integra.  

  

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Foi comunicado na segunda-feira (15/02) pelo Ministro de Turismo, Gilson Machado, a  aprovação de uma solicitação feita pelo vereador de Garanhuns Thiago Paes (DEM), a  implantação de uma escola cívico-militar em nosso município. 

O Programa Nacional das Escolas Cívico-militares, diferentemente do modelo aplicado nas  escolas integralmente militares mantidas pelas Forças Armadas, tem como intuito uma gestão  compartilhada entre professores civis e militares. Neste sistema os educadores e as  secretarias estaduais de educação respondem pelos currículos, enquanto aos agentes  militares cabe a atuação como monitores na gestão das unidades.

Apesar da difusão desse modelo de ensino ser usado como algo que trará avanços e  desenvolvimento para a educação, utilizando o argumento de que a indisciplina e a violência  são os grandes problemas da educação brasileira, esse sistema de ensino ameaça muitos  dos princípios previstos constitucionalmente, pois caracteriza o avanço do autoritarismo sobre  a educação, buscando a imposição de uma padronização estética e moral através da  militarização. 

À vista disso, se trata de uma educação antidemocrática, já que viola os princípios do  aprender, do ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, do pluralismo de  ideais e concepções pedagógicas previstos pela constituição nos incisos II e III do art. 206 e  também da gestão democrática de ensino público. 

Este modelo educacional retira a autonomia e a liberdade dos profissionais da educação  dentro do ambiente pedagógico, trazendo vulnerabilidades na relação de trabalho por meio  de intimidação e na padronização nos modelos de gestão pedagógica. 

É sabido que agentes militares não têm o preparo necessário para lidar com situações no  ambiente pedagógico. Existem relatos de estudantes que contam suas experiências  traumáticas ao estudar em escolas com esse modelo de ensino, como por exemplo a violência  e o uso de armas dentro da escola com a intenção de coagi-los e contê-los. 

Além das questões já citadas, o programa caracteriza-se ainda como uma forma de desvio de  recursos destinados constitucionalmente ao Ministério da Educação para o Ministério da

Defesa, remunerando a base aliada do presidente Jair Bolsonaro através da contratação de  militares de reserva para exercerem determinadas funções dentro das escolas.

A grande preocupação é que a introdução de uma escola cívico-militar em nosso município  possa abrir portas para a militarização das escolas públicas, o que seria um grande retrocesso  para uma educação libertária.

Acreditamos ser fundamental que o investimento público seja voltado para políticas públicas  que garantam uma educação de qualidade, combinada à democracia e cidadania e não com  bases em autoritarismo e opressão.

Fany das Manas

Mandato Coletivo