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domingo, 31 de janeiro de 2021

A segunda-feira, dia 1° de
fevereiro, será um dia tenso para o Brasil. As atenções estão voltadas para a
possibilidade de realização de uma nova greve dos caminhoneiros, a exemplo da
que aconteceu em maio de 2018 e parou o País por 11 dias, com graves
consequências sobre a economia. 

Este ano, os efeitos do movimento podem ser
ainda piores, porque a atividade econômica já vem cambaleando por conta da Pandemia.
Na última quarta-feira, dia 27, o Conselho Nacional de Transportes Rodoviários
de Cargas (CNTRC) enviou ofício à Presidência da República confirmando a greve,
casos as reivindicações da categoria não sejam atendidas. Mas será que vai ter
mesmo greve? 

Em outros momentos também se
falou em paralisação nacional da atividade, mas nenhuma conseguiu engrenar após
a de 2018. É difícil afirmar, com certeza, se a paralisação vai acontecer,
porque a categoria dos caminhoneiros é muito pulverizada, representada por
diversas entidades de classes e por profissionais autônomos. A mobilização e
comunicação dos trabalhadores não tem um canal único, que mantenha uma Unidade,
sendo realizada por centenas de grupos de WhatsApp.  

Dentre as grandes entidades do
setor, a Confederação Nacional do Transporte (CNT), que participou da greve de
2018, informou na última quinta-feira, dia 28, que não apoia a paralisação dos
caminhoneiros autônomos. Em posicionamento, o presidente da entidade, Vander
Costa, diz que “não apoia nenhum tipo de paralisação de caminhoneiros e
reafirma o compromisso do setor transportador com a sociedade. Se houver
algum movimento dessa natureza, as transportadoras garantem o abastecimento do
País, desde que seja garantida a segurança nas rodovias”, afirma o texto. 

Dados da CNT apontam que a entidade reúne 26 federações e quatro
sindicatos nacionais, representando 155 mil empresas. Clique AQUI e confira porque
os Caminhoneiros querem cruzar os braços e o que o Governo propôs para evitar a
Greve.
(Com informações do JC Online. CONFIRA)

POR QUE OS CAMINHONEIROS
QUEREM CRUZAR OS BRAÇOS?
 

1. As constantes altas do
preço do diesel são o principal motivo da greve. Combustível utilizado em larga
escala pelos caminhoneiros, o produto teve mais uma alta nas refinarias em
dezembro, com reajuste de 4,4%.
 

2. Cobrança da implementação
do Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot), conquista da greve de
2018, mas que não saiu do papel. 
 

3. Revisão no reajuste na
Tabela do Piso Mínimo de Frete, realizada pela Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT), para o transporte rodoviário de carga. Eles querem que entre
no reajuste a margem de lucro do caminhoneiro, custos com pedágios, custos
relacionados às movimentações logísticas complementares ao transporte de
cargas, despesas de administração, tributos e taxas; que ficam de fora.
 

O QUE O GOVERNO PROPÔS PARA
EVITAR A GREVE?
 

1. A principal medida seria
anunciar em breve a redução do PIS/Cofins sobre o óleo diesel. Os dois
impostos, porém, não seriam zerados, e sim atenuados, de acordo com
interlocutores. Se por um lado o Governo admite que não é fácil fazer isso, por
outro os caminhoneiros acham a medida insuficiente. 
 

2. A Câmara de Comércio
Exterior (Camex), do Ministério da Economia, zerou o Imposto de Importação de
pneus para veículos de carga.
 

3. Para fazer um afago aos
caminhoneiros, o Governo decidiu incluir a categoria na lista do grupo de
prioridades para tomar as vacinas contra a COVID-19 no País. Com isso, o
número de pessoas do grupo prioritário sobe para 77,2 milhões, com a soma de
1,24 milhão de caminhoneiros.