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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | domingo, 05 de janeiro de 2014

O cantor Nelson Ned, de 66 anos,
morreu na manhã deste domingo (5) no Hospital Regional de Cotia, em São Paulo.
Ele estava internado desde sábado com pneumonia.
Segundo funcionários da
Funerária Muncipal de Cotia, o cantor morreu às 7h25 em decorrência de
“choque séptico, sepse, broncopneumonia e acidente vascular
cerebral”. O corpo irá sair da funerária em Cotia e deve chegar no
Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, por volta das 16h deste
domingo. A princípio, o velório será só para a família. Depois, será aberto aos
fãs.
Segundo a irmã Neuma Nogueira,
que cuidava do cantor em São Paulo,
Nelson teve infecção pulmonar e urinária e não respondeu ao tratamento. “Ele
teve febre muito alta e estava muito debilitado. Nos últimos 2 dias, ele já
estava inconsciente e respondia muito pouco”, disse.
Natural de Ubá, Minas Gerais,
Nelson Ned fez fama como cantor de músicas românticas nos anos 60, quando já
vivia no Rio de Janeiro. “Tudo passará”, de 1969, foi um de seus
grandes sucessos. Em 2003, o cantor sofreu um acidente vascular cerebral. Desde
então, vivia no Recanto São Camilo, na Granja Viana, em Cotia, sob a guarda e
cuidados de Neuma. O AVC afetou sua parte vocal, assim como memória. Ned foi
casado duas vezes e teve três filhos com Marly, sua segunda esposa: duas
filhas, de 32 e 33 anos, e um filho, que mora no México. Segundo a irmã Ned Helena,
as filhas irão acompanhar o velório em São Paulo.
CARREIRA – Primogênito dos 7 filhos de Nelson de Moura Pinto e Ned
d´Ávila Pinto, ele saiu de Ubá (MG) para tentar a vida no Rio de Janeiro aos 17
anos. Começou bem distante dos palcos, trabalhando em uma linha de montagem de
uma fábrica de chocolates. Cantou em boates paulistas e cariocas antes da
maioridade e era escondido embaixo do balcão das casas quando o Juizado de
Menores passava para fiscalizar.
Tempos depois, passou a ser
figura recorrente no programa do Chacrinha, que ele considera o “pai de sua
carreira artística”. Foi na televisão que conquistou espaço e sucesso com o hit
“Tudo passará”, uma de suas primeiras músicas. “Ele foi um divisor de
águas na minha vida. Me deu oportunidade e comida. Devo muito ao falecido
amigo. Foi muito difícil ser cantor de brega e anão neste país”, relembrou Ned
em entrevista ao G1, em 2012.
 

Com 32 discos gravados
em português e espanhol, Ned cantou no Carnegie Hall e no Madison Square
Garden, ambos em Nova York. Ele se converteu nos anos 90 à religião evangélica
e, desde então, cantava músicas gospel. Em 1996, lançou a biografia “O
pequeno gigante da canção”, que fazia referência à sua altura, de 1,12m.


O hit “Tudo passará” era
sua faixa predileta, conforme contou ao G1. “É a que mais gosto. Quando
cantei em um programa fui aplaudido de pé no meio da música. Isso é ser brega?
Quem não é brega quando fala de amor? É o amor que é brega, não a minha
música.”
(Com Informações do G1)