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quarta-feira, 15 de abril de 2020

 
A necessidade da instalação de novos leitos hospitalares para
atender pacientes do COVID-19, aqui em Garanhuns, segue sendo pauta em diversas
discussões nas mídias sociais. 

É que a Cidade, que é polo da região do Agreste
Meridional, possui apenas dez leitos de UTI no Hospital Regional Dom Moura,
além de outros dez leitos de retaguarda para os pacientes que precisam ficar
internados, mas não entubados naquela Unidade Hospitalar. Atualmente, os casos
de Coronavírus na Região são encaminhados para Hospitais na Capital do Estado.

Enquanto governistas e oposicionistas locais discutem a
responsabilidade pela falta dos leitos, com uns acusando a Prefeitura de não
priorizar a saúde, por não ter um Hospital Municipal em funcionamento, e outros
relembrando que o Governo do Estado prometeu e não construiu o Hospital Mestre
Dominguinhos, a Secretaria Estadual de Saúde sinalizou, porém sem estimar data,
a instalação de 80 novos leitos (entre UTI e retaguarda, na UPAE e no Hospital Perpétuo Socorro) aqui em Garanhuns. 
A Prefeitura
do Município também registrou que vai instalar 15 leitos de retaguarda nas instalações da UPA 24 Horas, na Cohab 2, porém,
também não deu prazo para que entrem em operação.

Atenta a possibilidade do registro de vários casos do COVID-19
na Região, o que levaria a estrutura de Garanhuns ao colapso, a Presidente da
CODEAM e Prefeita de Capoeiras, Neide Reino (PSB), chegou a sugerir a
implantação de um Hospital de Campanha aqui em Garanhuns, com os custos sendo compartilhados
por todos os Municípios Conveniados àquele consórcio. Mas ao solicitar a cotação
da estrutura, Neide constatou, tratar-se de um sonho “impossível”. “Pedimos um
orçamento para a montagem da estrutura e administração do Hospital, mas é
inviável para a nossa realidade e limitações financeiras”, pontuou a presidente
da CODEAM.

Segundo orçamento solicitado junto a uma Empresa do Segmento,
foi constatado que a montagem da estrutura, com dois galpões, um para triagem e
outro com 285 leitos de enfermaria, tipo hospital de campanha para tratamento
de pacientes com COVID-19, incluindo equipamentos, pessoal, estruturas físicas,
manutenção, operacionalização e insumos custaria mais de dezenove milhões de
reais, mensais, ou seja: um custo médio, por cada leito, de cerca de R$ 70 mil
reais, por mês. 

“No caso de Capoeiras recebemos R$ 132 mil para essas ações.
Esse valor não daria sequer para custear dois leitos em um único mês”, constatou
a Prefeita, que lamentou: “infelizmente, a população acha que recebemos
milhões, não entendem as dificuldades que enfrentamos”, constatou Neide Reino. Garanhuns,
o maior município da Região e que recebeu R$ 1. 174.944,72 do Governo Federal
para investir em ações contra o COVID-19, teria como custear apenas 16 leitos
por um período de um mês.
No entendimento da Prefeita e presidente da CODEAM, apenas
com o isolamento social será possível passar por esse grave momento. “Vamos nos
organizar e procurar dar assistência aos nossos Munícipes da forma que estiver
ao nosso alcance e torcer para que todos tenham nesse momento a
responsabilidade e consciência de que aumentem o isolamento social pra não
estrangular a nossa capacidade de internamento”, observou Neide Reino, que além
dos cargos públicos que ocupa, também atua na área da saúde.