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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O
suspeito de atirar no promotor Thiago Faria Soares, 36 anos foi transferido na
noite desta quarta-feira, dia 16, da Delegacia de Águas Belas, para o Grande
Recife. Edmacy Cruz Ubirajara, 48 anos, foi reconhecido pela noiva do promotor
Mysheva Martins como um dos participantes da abordagem contra o carro do
promotor, atingido por quatro disparos de espingarda calibre 12 na cabeça. O
crime ocorreu na última segunda, dia 13. Mysheva e o tio dela, que estavam no
veículo, escaparam ilesos.

De acordo com a Polícia Civil, Edmacy Cruz Ubirajara será levado ao
Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), na Imbiribeira, Zona
Oeste da capital. Após passar por alguns exames, será recolhido ao Centro de
Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, onde ficará à disposição da
Justiça.

A
transferência de Edmacy Ubirajara ficou a cargo da Companhia Independente de
Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga (Ciosac) da Polícia Militar.
Antes de entrar na viatura, o suspeito afirmou que era inocente. “Só tenho a
dizer que sou inocente e vou provar a minha inocência”, disse. Moradores de
Águas Belas se aglomeraram em frente à delegacia da cidade para acompanhar a
operação.

Nesta
quarta, Edmacy foi ouvido por delegados, promotores e procuradores que estão à
frente das investigações. O fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa,
apontado como mandante do crime, continua foragido, assim como outros
envolvidos na execução, que estavam no veículo junto com Edmacy. José Maria,
mais conhecido como ‘Zé Maria de Mané Pedo’, já teve a prisão preventiva
decretada. Ele já responde a outros processos criminais por homicídios

A
megaoperação de busca continua na região. Policiais estão vistoriando
principalmente áreas da zona rural de Águas Belas. Nesta quarta, houve
perseguições em uma estrada de terra.
Segundo a
Secretaria de Defesa Social (SDS), a principal hipótese do crime seria uma
disputa de terra entre o fazendeiro e a família da noiva de Thiago Faria. O
promotor, junto aos parentes de Mysheva, teria arrematado parte de uma fazenda
de 25 hectares por R$ 100 mil em um leilão. A polícia indica que a morte foi
motivada pela compra. Insatisfeito com o negócio, o antigo dono do terreno
teria encomendado a execução.

No dia do
crime, Thiago seguia para Itaíba, também no Agreste, quando um veículo se
aproximou e fez um disparo contra o automóvel dele, em um trecho da PE-300. O
promotor parou no acostamento. Neste momento, os suspeitos retornaram e
atiraram novamente. Ele morreu no local.
(Com
Informações do G1)