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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | sábado, 22 de fevereiro de 2014

Em outubro de 2013, o G1 (Portal da Globo) mostrou
que está atrasada a reforma da Escola de Referência em Ensino Médio Coronel
Nicolau Siqueira, em Águas Belas. Atualmente os professores e os mais de 630
alunos da instituição ainda convivem com o descaso, desde 2009.

Pelo VC no G1, o estudante Sebastião Ferreira enviou dados sobre o trabalho,
que deveria ter terminado em 2010. Segundo ele, “quase tudo está pronto, mas
falta acabamento interno, janelas, energia nas salas e nos laboratórios”. Já a
aluna Januacele Vieira viajou e, quando voltou, ficou decepcionada. “Eu passei
aproximadamente seis meses fora, estudando no Canadá. E, ao regressar, vi que
estava tudo do mesmo jeito. E ainda com uma quantidade de alunos maior e a
escola sem o suporte adequado para recebê-los”, afirmou.

Em outubro do ano passado, a Secretaria de Educação do estado informou que um
processo licitatório seria aberto em novembro para a continuação da obra, que
prevê, no todo, a construção de 18 salas, uma quadra coberta e laboratórios. O
ABTV 2ª Edição mostrou, recentemente, que este processo ainda está aberto,
porém, a secretaria não informou um prazo para a conclusão dos serviços. Entretanto,
ainda de acordo com a pasta estadual, “as aulas aconteceram normalmente ao
longo do ano letivo de 2013, não tendo havido interrupção no calendário por
causa das obras de ampliação e reforma da unidade” e “os 200 dias letivos [de
2014] serão cumpridos sem prejuízo aos alunos”.


Enquanto esperam o fim dos contratempos, alunos são acomodados em salas sem
energia e com janelas sem vidro. E, segundo a gestora da instituição, Dorivânia
Machado, o estabelecimento está ficando pequeno. “A quantidade de alunos vem
aumentando paulatinamente. Então, nós não temos mais como comportar nas salas
antigas e aí estamos usando as salas sem terminar. Mas, acreditando que venha
realmente ocorrer o término da reforma”, falou.


Relembre o caso, Clique em Mais Informações:  

RELEMBRE O CASO – A Construcife,
empresa que era a construtora da obra, comunicou que os problemas iniciais
partiram do governo de Pernambuco, como a falta de especificação sobre o uso de
dinamite no solo do lugar. “E nós passamos vários períodos sem receber. A gente
tinha cerca de 50 pessoas trabalhando na reforma e ampliação da escola, além da
construção da quadra, e ficou difícil de manter. Até hoje temos verbas a
receber”, disse em outubro o engenheiro Mário Gustavo, responsável pela
empresa.


Também à época da primeira reportagem, a Secretaria de Educação afirmou que já
tinha efetuado os pagamentos pelos serviços previstos e não há pendências com a
empresa. Já na nota enviada ao ABTV, explicou que “foram executados 61% da
obra”, mas “foi rompido o contrato com a empresa Construcife e aberto um
processo administrativo contra ela”.
Uma professora conversou com o G1 e pediu para não ser identificada, por medo
de represália. Segundo ela, “fica difícil. Não temos estrutura de acordo com
uma escola de referência”. Da estrutura de quando a instituição oferecia ensino
regular, em 2009, há apenas outras nove salas de aula. Obras da escola iniciaram
em 2009 e deveriam ter terminado em 2010.
(Foto:
Jael Soares/ G1 Caruaru)