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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | segunda-feira, 11 de dezembro de 2017


Essa é destaque no Diario de Pernambuco:
“Estão lembrados de Dias de febre na cabeça, o livro de estreia de
Nivaldo Tenório? Pois o seu autor está lançando um novo livro, forte e ainda
melhor. O que comprova tudo o que foi dito naquele primeiro momento.
Confirmação absoluta.
Já não existe dúvida: Vem de Garanhuns a nova e forte literatura
pernambucana através dos seus nomes mais significativos: Nivaldo Tenório e José
Mário Rodrigues, os prosadores, sobretudo contistas de grande
representatividade. Sem esquecer Paulo Gervais e Fernanda Limão, poetas.

Tenho escrito sobre os dois constantemente nesta coluna porque são escritores
não somente na obra, mas também na vida e no comportamento. Isso mesmo. Porque
é preciso que o aspirante a escritor tenha um comportamento de escritor, uma postura
de escritor, leituras de escritor. Parece um absurdo, mas é assim. Não pode ser
escritor quem não lê as obras fundamentais da literatura universal. Não pode
ler qualquer coisa ou qualquer obra. Tem que estar em contato com os maiores,
com os melhores. Sempre. Se estuda qualquer um, aprende qualquer coisa. E
conviver com qualquer coisa é escrever qualquer coisa.

Digo tudo isso para me deter em Nivaldo Tenório, este leitor obstinado,
contumaz, que se debruça sobre os melhores, sobre as grandes obras. Esta é, sem
dúvida, a melhor oficina de criação. Ler e ler e ler. Escrever e escrever e
escrever. Trabalhar e trabalhar e trabalhar. Com determinação e coragem. Vem
daí, portanto, a qualidade da obra de Nivaldo, recentemente posta a prova com o
lançamento do livro Ninguém detém a noite, com histórias sutis, personagens
hábeis e textos agradáveis. O que significa uma evolução literária, tomando-se
como exemplo o seu livro anterior, que já tem a marca da boa e eterna
literatura.

Ninguém detém a noite, já disse, mostra a maturidade do autor, um passo
decisivo na obra deste ainda jovem contador de histórias, agora trabalhando
melhor as frases, lapidando-as, tornando-as belas e luminosas. As palavras
estão sempre escondendo outras palavras e, portanto, contando outras histórias.
E revelando, de forma significativa, a tensão narrativa de um autor que se
mostra aos poucos, que provoca o leitor com sua absoluta sedução. Um autor que
traz a sua própria marca a se consolidar com novos trabalhos”.
(Reproduzido do Diario de Pernambuco.
CONFIRA)