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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | domingo, 06 de outubro de 2013

Esse é o destaque Da Agência Estado:

“O
governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), comemorou na madrugada de
sábado (5), no Piantella, restaurante frequentado por políticos na capital, o
fechamento do acordo com a ex-senadora Marina Silva que começou a ser costurado
há mais de cinco meses. Pouco antes, no apartamento de uma assessora do
deputado Walter Feldman, agora no PSB, no bairro do Sudoeste, Marina selou a
aliança para a disputa presidencial de 2014, deixando claro sua disposição em
ser a candidata a vice na chapa de Campos, relataram pessoas que participaram
do encontro.

Campos
e Marina iniciaram a aproximação em abril, quando o senador Rodrigo Rollemberg
(PSB-DF) entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para
suspender a discussão no Congresso de um projeto que restringia a criação de
partidos políticos, que atingiria a proposta da ex-senadora de formar a Rede
Sustentabilidade. A ação do senador era um aceno de Campos a Marina, que já
percebia a dificuldade de conseguir o registro de seu partido. Nas últimas semanas,
diante da percepção de que a Justiça Eleitoral não permitiria a criação da
Rede, Walter Feldman e um grupo de empresários paulistas simpáticos à
candidatura de Marina avaliaram que a parceria com Campos era a mais
sensata. 

Na
noite da última quinta-feira, logo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
negar o registro da Rede, Rollemberg telefonou para Marina. A ex-senadora disse
que Feldman iria procurá-lo. Rollemberg e Feldman almoçaram na sexta-feira para
os últimos acertos do acordo. Rollemberg, então, avisou a Campos, por telefone,
que ele poderia pegar um voo para Brasília e anunciar a aliança. “Eduardo,
você é o candidato que pode acabar com essa polarização”, disse Marina, já
na casa da assessora de Feldman, numa referência à disputa entre PT e PSDB. Um
parlamentar do PSB relatou que a senadora afirmou ainda para Campos que era a
sua “vice”.

Na
entrevista deste sábado para formalizar a aliança, Marina e Campos tentaram
passar a impressão que o acordo foi uma “surpresa” inclusive para
eles. A ideia era mostrar que, num gesto de desprendimento, a ex-senadora abria
mão de sua candidatura num partido nanico em prol de um projeto político que
tivesse sintonia com a frustrada Rede Sustentabilidade.

Diferentemente do que disse no encontro reservado com Campos na noite de
sexta-feira, Marina não assumiu, na entrevista, a posição de vice na chapa. Ao
final da entrevista, um repórter perguntou a Marina se a aliança com o PSB era
uma forma de se vingar do PT, partido que teria trabalhado contra a Rede, e do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não fiz um gesto de vingança,
mas de esperança”, respondeu rindo”.