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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | terça-feira, 15 de outubro de 2013

A disputa por terra teria motivado a execução do promotor
Thiago Faria Soares, 36 anos, na manhã de ontem, na PE-300, nas proximidades de
Itaíba, Agreste do estado, a 331 km do Recife. Essa é a principal linha de
investigação da Polícia Civil. 

Ontem, o governador do estado, Eduardo Campos,
garantiu que pedidos de prisão preventiva foram solicitados junto à Justiça.
Diante do crime de repercussão nacional, a Associação do Ministério Público de
Pernambuco denunciou que existem 19 promotores que vivem sob escolta da Polícia
Militar por estarem ameaçados de morte. O procurador geral da República
designou três procuradores para, juntamente com o Grupo de Atuação Especial de
Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público de Pernambuco,
reforçar a equipe de investigação, formada por 50 policiais civis e militares,
além do próprio MPPE.

No momento em que foi assassinado com quatro tiros de uma arma calibre 12,
provavelmente uma espingarda, o promotor estava acompanhado da noiva, a
advogada Mysheva Freire Ferrão Martins, e do tio dela Adautivo Elias Martins.
Ele conduzia um Hyunday prata na altura do km 15 quando foi interceptado por
ocupantes de um Fiat Uno preto. A advogada teria conseguido escapar pulando do
carro após o primeiro disparo. Ela foi socorrida com escoriações para a
Maternidade João Vicente, em Itaíba, onde recebeu alta médica ontem mesmo. O
promotor estava de casamento marcado para o dia 1º de novembro, mas já morava
com Mysheva na Fazenda Nova, em Águas Belas.

A terra onde o casal vivia pode ser o motivo do crime.
Segundo fontes ligadas à polícia, a fazenda era habitada por posseiros, mas o
promotor teria atuado na reintegração de posse desta terra em benefício da
família da noiva, no caso, do próprio sogro. Em seguida, as terras teriam sido
colocadas para leilão através do Banco do Nordeste e, na ocasião, o promotor
teria adquirido o bem.

Duas testemunhas foram ouvidas na Delegacia de Águas Belas na noite de ontem
pelos delegados que estão à frente das investigações.

A família do Promotor decidiu por sepultar o
corpo no Cemitério Morada da Paz, Paulista, no Grande Recife, às 17h. O corpo
de Thiago será velado no Centro Cultural Rossini Alves Couto, do MPPE, na
Avenida Visconde de Suassuna, no bairro da Boa Vista, Recife, das 12h às 16h. A
princípio, velório e enterro seriam em Águas Belas. (Com informações do Diário
de Pernambuco e do NE 10).