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BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O governo ainda não definiu a questão dos cortes de verbas destinadas
aos concursos públicos com o corte no Orçamento Geral da União anunciado, nesta
quinta-feira (20), pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. Segundo a
ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, o governo está
avaliando o assunto, mas é possível que haja, sim, um ajuste na área.
“Parte dos concursos talvez não fique pronta até o período que está
estabelecido, mas metade dessas vagas, entre 50% a 60%, é para a área de
educação. Exatamente para a ampliação do número de vagas nas universidades e
nos institutos federais de tecnologia, com a grande ampliação que fizemos”,
disse Miriam Belchior.
Outro fator que deve influenciar os prognósticos sobre os concursos,
disse a ministra, além do ajuste no orçamento, é o ano eleitoral: só é possível
nomear os aprovados se o concurso for homologado até determinada data. “Todo
ano muda, mas por causa da eleição, o limite será dia 5 de julho, [nesta data]
os concursos precisam estar homologados. Se não houver homologação até esta
data, [o candidato] só poderá ser contratado em 2015”, disse.
Durante a explicação sobre a situação dos concursos, a ministra cometeu
um ato falho e chamou a presidenta Dilma Rousseff de presidenta Lula. “Nós já
fizemos uma proposta bastante enxuta para este ano, exatamente o final do
primeiro mandato da presidenta Lula; eu espero, e portanto achamos que o último
ano de mandato é um ano que de fato não é para fazer um monte de concursos.
Então, a gente tem de fazer no último ano de mandato uma restrição de
contratações”.
Alertada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a troca de
nomes, a ministra Miriam Belchior corrigiu: “Presidenta Lula, eu falei?
Desculpe. Presidenta Dilma”, disse bem humorada.
O governo anunciou nesta
quinta-feira que o corte no Orçamento Geral da União de 2014 alcançará R$ 44
bilhões . Com o corte, o governo pretende atingir este ano um superávit
primário equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), correspondente a
todo o setor público consolidado, buscando com isso manter os fundamentos da
economia e a confiança dos investidores internacionais e do mercado interno. (Folha PE)