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quinta-feira, 12 de março de 2020

 
O Promotor Alexandre Bezerra
não será candidato a Prefeito de Garanhuns nas eleições deste ano. Em
pronunciamento na sessão ordinária do Conselho Superior do Ministério Público,
realizada nesta quarta-feira, dia 11, Alexandre registrou que a atual Legislação,
inviabiliza sua possível candidatura.

“Nunca escondi de ninguém que
em época passada disputei cargo eletivo, e que ser Prefeito de Garanhuns seria
uma grande honra (…); Mas, entre o desejo e a realidade, há um enorme abismo,
até mesmo porque possuo outros desejos e outras prioridades, a exemplo de
continuar servindo ao nosso Ministério Público”, pontuou Alexandre, afirmando
em seguida: “não serei candidato ao cargo de Prefeito de Garanhuns até que me
aposente, mude a Lei ou advenha uma nova interpretação judicial a respeito da Emenda
Constitucional 45”, registrou o Promotor, que atualmente exerce o cargo de Corregedor
Geral do MPPE.


Atualmente atuando na Capital
do Estado, Alexandre Bezerra esteve por vários anos à frente da Promotoria da
Justiça e da Cidadania de Garanhuns. Motivado por sua atuação na Promotoria,
Ele resolveu disputar o cargo de Prefeito nas eleições de 2004, pelo PT. A
época, o Promotor, que teve a Advogada Ielma Lucena, como Vice, obteve 6.202
votos, ficando na terceira colocação no pleito vencido por Luiz Carlos de
Oliveira (PMDB), que conquistou 25.100 votos. Clique AQUI para conferir o
pronunciamento de Alexandre Bezerra na Integra.
(Com informações de http://www.vecgaranhuns.com/)

 “Senhora Procuradora de Justiça e Presidente
em exercício, Senhor Presidente da AMPPE, Senhor Secretário, Servidores,
Conselheiros, Conselheiras. Todos sabem que o blog do Magno e o blog do Edmar
Lyra, entre outros, noticiaram, em épocas distintas, a minha possível
candidatura ao cargo de Prefeito do município de Garanhuns. 
A veiculação das postagens
repercutiu muito no agreste meridional e, até mesmo, na capital deste Estado.
Amigos e colegas do Ministério Público me perguntam, a todo tempo, se esse é o
meu desejo. Nunca escondi de ninguém que em época passada disputei cargo
eletivo, e que ser Prefeito de Garanhuns seria uma grande honra. Garanhuns é um
município com grande potencial para o desenvolvimento humano, econômico e
social. Lá, seguramente, as pessoas são mais felizes. É bem verdade que o
clima, o charme e o aconchego da cidade ajudam bastante. Mas, entre o desejo e
a realidade, há um enorme abismo, até mesmo porque possuo outros desejos e
outras prioridades, a exemplo de continuar servindo ao nosso Ministério
Público. 
Não sou daqueles que
criminalizam a atividade política. Acho que a política faz parte do processo
democrático e, sem a política, não existe democracia. E, se isso é assim, todo
o Ministério Público, defensor do regime democrático, deveria pensar do mesmo
jeito. Afinal, existimos pela mesma razão: promover o bem coletivo! E, nesse
contexto, a ausência de representação política oportuniza ataques – sem a
adequada resposta – à nossa instituição. Não consigo compreender como
Advogados, Defensores Públicos, Auditores, Procuradores, Policiais Civis e
Militares podem, e nós não podemos, exercer na plenitude o direito de cidadania.
Concordo que regras de desincompatibilização deveriam existir para coibir
abusos e desvios; mas o sistema já garante mecanismos de controle interno e
externo. Talvez o grande receio de todos nós resida na possibilidade da
instituição ministerial ser atingida por uma má atuação de algum colega durante
eventual participação política partidária. Não deveria ser assim. 
As instituições são perfeitas
na sua modelagem. É o homem, e somente ele, o responsável por erros, abusos ou
desvios. Digo isso para afirmar duas coisas: a primeira é a de que não serei
candidato ao cargo de Prefeito de Garanhuns até que me aposente, mude a lei ou
advenha uma nova interpretação judicial a respeito da EC 45; e a segunda, que
lamento profundamente, é ter que assistir a necessidade do eminente colega, até
então Procurador-Geral de Justiça de Alagoas, ser obrigado a se desvincular
definitivamente da instituição ministerial para poder concorrer a cargo
eletivo, embora, com louvadíssimo currículo, ainda muito pudesse fazer como
membro ministerial. E concluo, senhora Presidente, afirmando que, após quase 25
anos de serviço prestado ao Ministério Público, de ter ocupado o cargo de
Secretário Geral do MPPE, de ser Conselheiro e de ser o atual Corregedor Geral,
que aprendi, com Eclesiaste 3:1, que para tudo há uma ocasião e um tempo para
cada propósito debaixo do céu. Muito obrigado”.